Crie uma igreja e não pague mais impostos!

Matéria da Folha: Criar Igreja e se livrar de imposto custa R$418

Que igrejas são empresas muito bem organizadas todo mundo já sabe, mas a matéria acima publicada no dia 29/11/2009 foi além e mostrou passo a passo como pessoas mal intencionadas podem usar a fé alheia para fugir do fisco.

Basta ter um CNPJ para abrir conta em bancos, comprar carros e iates e não pagar IPVA, IPTU, ISS e todos os impostos que qualquer mortal é obrigado a desembolsar. Mais um caso oportuno onde a conveniência dá as mãos para a malandragem teológica. Salvação, arrependimento, perdão, vida santa? São os temas usados para amolecer o coração das pessoas em busca de respostas e, na ânsia de ver os nós do desespero desatados, acabam justificando a existência dessas empresas de fachada ao frequentar suas assembléias.

Cabe ao poder público desvendar as artimanhas jurídicas que ocultam esses empresários da fé. O Brasil, miserável e carente por natureza, acaba tendo no seu povo simples terreno fértil para a proliferação desse câncer místico organizado. A beleza da fé popular está sendo manipulada inescrupulosamente por esses monstros de ternos baratos, proferindo seus sermões carregados de contradições e erros de português. Essa classe de enganadores, assim como os políticos corruptos, merecem ser identificados, julgados e colocados atrás das grades.

Excomunhão dos médicos causa polêmica

Vaticano apoia excomunhão de médicos que fizeram aborto em menina

Ontem eu estava ouvindo meu pai assistindo o programa do Datena e me chamou a atenção ele protestando, aos berros, contra o caso da excomunhão dos médicos responsáveis pelo aborto na garota de Pernambuco. É uma discussão complexa que o
apresentador, ignorante como sempre, prefere superficializar para que sua opinião pessoal se sobressaia à informação. Em tempos de luta pelo IBOPE e da eterna falta de instrução da população brasileira, apresentadores como esse espalha desinformação por onde passa.

A análise desse caso de excomunhão não deve ser complicada. É questão de lógica. A Igreja Católica tem regras e um direito próprio, chamado de direito canônico. A posição oficial da Igreja sempre foi a favor da vida desde a concepção e repudia o aborto, a pesquisa com embriões e o sexo antes do casamento. Ótimo. Quem participa dessa Igreja e quer fazer parte das suas fileiras, obviamente concorda com seus preceitos e participa de seus ritos consciente dos seus deveres enquanto membro. O cumprimento dessas regras não tem fiscalização, logo os padres dependem da confissão e da consciência de seus fiéis.

Ninguém é obrigado a ser católico e ninguém é obrigado a concordar com seu direito e seu código. Existem milhares de Igrejas com regras diferentes. Basta mudar de religião. O que a impresa quer, que a Igreja mude seu código porque o Datena, ou o Lula, ou a Folha de São Paulo pediu? Corretíssima a excomunhão desses médicos. Se eles são católicos, desde sempre estavam conscientes desse risco perante à Instituição. Basta agora, se praticam o ato sem nenhum tipo de peso na consciência, mudem para uma religião que acolham suas consciências. Aborto não é aceito pela religião católica. Se eles o praticam em sua profissão, por lógica não podem ser católicos. E isso não afeta nem um pouco a vida social deles. Não entendo o porquê do blá blá blá.

A teologia católica e o direito canônico tem autonomias e pensamentos próprios. A única diferença é que a adesão é livre. Diferente do direito laico em que, por vivermos em sociedade e pelo simples fato de nascermos no Brasil de pais brasileiros, já estamos "inseridos" automaticamente no Código Civil Brasileiro. Quem não concorda com as leis brasileiras ou pratica atos contra essa lei é punido de acordo com suas faltas (pelo menos no papel). A Igreja tem as suas punições também. Como qualquer direito que se preze. Agora, porque a "excomunhão" e não uma simples punição leve? Porque as vítimas já estão mortas.

O Datena acusa a Igreja de ser retrógrada e de estar vivendo na Idade Média, só que por pelo menos 5 vezes ele usou como argumento a Inquisição. Ou seja. Ele busca fatos da Idade Média pra sustentar suas opiniões. Ele se diz católico apostólico romano e depois desce o cacete nos preceitos católicos. Depois diz que só acredita em Deus. Resumindo: ele não sabe o que diz. Fala uma coisa e se contradiz 30 segundos depois.

Lamentável reduzir uma discussão tão delicada num sem número de absurdos lógicos e falácias verborrágicas. Datena. Se informe antes de informar.

A novela da Biografia do Roberto Carlos

Notícia da Folha

Roberto Carlos pegou seu cetro e deu uma pancada na liberdade de expressão no ano de 2007. A novela que ele, lamentavelmente, armou em cima da sua biografia não-autorizada está se desenrolando até hoje na justiça. Mesmo sem ter lido o livro, o Rei mandou seus advogados pra cima do escritor Paulo César de Araújo numa clara demonstração de truculência intelectual.

Logo ele, que doou sua vida para o público e foi ricamente recompensado pelos fãs não permite agora que a literatura tente compreender sua figura. A inquisição parece estar no espírito religioso do cantor e esparrama uma incômoda mancha em sua história.

A partir do momento em que alguém se lança na carreira artística, tem que estar preparado para abdicar de sua vida pessoal e ver sua história "apropriada" pelo domínio público. Esse mesmo público que traz tantas alegrias e riquezas é agora impedido de ler o trabalho do escritor? Se Roberto não autorizou a biografia é por que em nenhum momento sabia dela, logo conclui-se que o material de pesquisa do biógrafo estava por aí, só foi juntado num único volume.

Agora, é justo todo esse trabalho exaustivo e apaixonado ser simplesmente "recolhido"? Definitivamente não.

Nós fãs, torcemos para que o Rei pare de se preocupar com as consequências de ter escolhido a vida de ícone público e se empenhe, no futuro, em voltar a lançar bons cd´s. Coisa que já não faz há anos.

Justiça contra a Telefonica?

Telefônica terá que pagar 1 Bilhão de multa por lesar consumidores.

O Ministério Público pede 1 Bilhão de multa contra Telefônica por lesar consumidores.

Eu não acredito que isso vá pra frente, pois essa empresa já vem sambando em cima dos consumidores paulistas há décadas sem que nada aconteça. É vergonhosa a morosidade da justiça brasileira contra grandes empresas e pessoas com alto poder aquisitivo. Vamos aguardar para ver o que vai dar. Estamos de olho.

A bandidagem das telefonicas no Brasil.

Pois bem... eu ia cancelar o Speedy para colocar via rádio, mas a Telefonica me fez uma proposta maravilhosa: iria pagar somente 49,90 e nada mais. Aceitei e estranhei quando no mês passado a conta veio R$ 62,62. Era um pouco a mais do que os incríveis 49,90, mas deixei pra lá. Como na Telefonica de São Paulo, toda promessa é mentirosa e nós não temos a quem reclamar, esse mês a verdade surgiu: R$160!!!

EIS A CONTA, BEM DETALHADA PARA TODOS ENTENDEREM.



Não entendeu nada? Tudo bem. Essas contas não são para ser entendidas mesmo. Planos de fidelidade que te obrigam a usar serviços, cobranças indevidas devolvidas em "crédito" na próxima conta, falta de detalhamento de chamadas realizadas, valores estranhos, serviços de suporte deploráveis, datas de utilização quebradas e valores de serviços particionados, etc, etc.

Se vc quiser levantar um informação simples como: quanto me custa por mês o Speedy, por exemplo... vc tem q pegar a calculadora e somar. Do dia 1 ao dia 3 é tanto.. do dia 3 ao dia 12 é tanto... do dia 12 ao dia 23 é tanto... não seria mais fácil eles colocarem: Speedy = R$ X? Esse particionamento é pra desestimular a conferência da cobrança.

No Brasil somos escravos dessas empresas de telefonia. A Anatel e nada é a mesma coisa e as contas de celular e telefones, pelo menos em São Paulo, são indecifráveis. Temos um Código de Defesa e Procons que de nada adiantam contra as prestadoras de serviços públicos essenciais.

Até quando essas empresas vão continuar lesando milhões de pessoas impunemente? Se fosse em um país sério, haveria espaço para essa Internet defasada vendida a preço de ouro? Um dia, o povo brasileiro deixará de ser otário e canalhices como a dessa empresa não serão mais toleradas. Mas enquanto esse dia não chega, lá vou eu para o 0800 contestar a cobrança...

Fim da aprovação automática no Rio

Futura Secretária da educação do Rio irá acabar com a aprovação automática.

Segunda passada eu tava almoçando lá no Mc Donald´s e, peguei o jornal (Folha de SP) e vi o artigo dessa mulher. Claudia Costin.. Claudia Costin... Puxei na memória e lembrei que tinha assistido uma entrevista dela na Rede Vida há muito tempo. Não sei porquê, mas seu artigo me encheu de esperança quanto a educação no Brasil. Deu-me a impressão de que temos pessoas de visão no comando da educação brasileira, só falta conseguirem implantar as idéias para colhermos os resultados daqui uns 30 anos. Se não começarmos já, nossos netos não será beneficiados.

Reproduzo abaixo o artigo que me animou. Tirem suas próprias conclusões.


Formação docente e qualidade do ensino
CLAUDIA COSTIN

Convivemos com a dificuldade das instituições de ensino superior de preparar professores para ensinar


O DESENVOLVIMENTO econômico e social só se dá a partir do acesso universal da população a uma educação de qualidade que enfatize leitura, raciocínio matemático e uma mente investigativa. A realidade de países como Índia, Irlanda e Coréia do Sul ilustra bem essa tese, já que conquistaram avanços socioeconômicos mais acentuados nos últimos anos como resultado da efetiva implantação de uma política de valorização do ensino em todos os níveis.
Nesse contexto, o Brasil, por intermédio de agentes públicos e privados, rompeu a inércia de décadas passadas e passou a tratar, pelo menos parcialmente, a educação com maior prioridade. Os primeiros resultados práticos dessa atitude se materializaram na conquista da universalização do acesso ao ensino fundamental -meados dos anos 1990- e na introdução de uma cultura de avaliação periódica tanto das redes de ensino quanto do aprendizado das crianças e jovens.
Curiosamente, esse avanço trouxe à tona novos problemas. A escola não se preparou para receber esse afluxo de alunos cujas famílias não tinham acesso à cultura letrada. A universalização implicou um recrutamento acelerado de professores e uma pressão sobre os cursos de pedagogia, com a exigência (correta) de que todos tivessem nível de formação superior.
Esse cenário fez aflorar uma preocupante constatação: convivemos com a dificuldade das instituições de ensino superior de preparar professores para ensinar. No Brasil, muitos deles saem inseguros das faculdades, simplesmente não sabendo o que e como ensinar em sala de aula.
Uma pesquisa da Fundação Carlos Chagas, feita a pedido da Fundação Victor Civita, mostra, por exemplo, o quanto a formação inicial para o ensino infantil e fundamental é deficiente ao constatar que as instituições de ensino superior não oferecem aos futuros professores os elementos necessários para se dar uma boa aula.
A pesquisa aponta, por exemplo, que os 71 cursos de pedagogia analisados no país concentram mais de 3.000 disciplinas, sendo praticamente dois terços delas totalmente distintas umas das outras. As instituições parecem, no fundo, distantes das reais necessidades das escolas. Dos cursos avaliados, apenas 5,3% da carga horária é dedicada ao ensino infantil, enquanto só 20,7% dizem respeito a didáticas específicas, metodologias e práticas de ensino.
Prevalecem conteúdos teóricos -disciplinas como sociologia, filosofia ou história da educação- importantes, mas que apresentam carga horária excessiva para alguém que vai atuar, sobretudo, em sala de aula. O mesmo ocorre com a legislação de educação e com a ênfase em sistemas educacionais. Alguém que domina a diferença entre Vygotsky e Piaget e conhece a fundo a Lei de Diretrizes e Bases não é necessariamente habilitado para ser um bom professor.
Além da formação que recebe na universidade, o professor também se beneficiaria de um estágio mais efetivo. A pesquisa encomendada pela FVC evidencia que os estágios acabam sendo pro forma, ou seja, os estudantes apenas observam aulas nas escolas, sem orientação adequada.
Nesse sentido, talvez ajudasse uma parceria entre a universidade e as redes estaduais e municipais de educação. O projeto de lei atualmente tramitando no Senado Federal que institui um programa de residência pedagógica, inspirado no que já ocorre com a carreira médica, pode também ajudar nessa direção.
Mas não basta formar bem o professor. Também é preciso escolher os melhores profissionais que vão atuar em sala de aula. Além da presença de muitos professores temporários, constata-se pela pesquisa que os conhecimentos demandados nos concursos públicos dão pouco valor à prática e à formação profissional específica. Muitos adotam, como algumas universidades, abordagem academicista e enfatizam legislação educacional, como se pessoas que dominam tais conteúdos pudessem ser os melhores para alfabetizar ou ensinar adição de frações.
Segundo dados do IBGE, dos 2,43 milhões de pessoas de sete a 14 anos que não sabem ler e escrever, a grande maioria (87,2%) está matriculada em alguma turma de ensino fundamental ou médio.
Por isso, é urgente a articulação entre governos, universidade e sociedade para a formulação, a gestão e o monitoramento de políticas públicas que privilegiem a formação e a seleção adequadas de professores, em prol de um ensino básico de qualidade para todos.

Sobre o sequestro da garota de Santo André

Matéria da Folha

Por que o amor, o desespero e a loucura andam tão próximas? Quando dizem "crime passional", fico estarrecido. Quem ama não mata. Não é simples?

O que se passa na cabeça de um jovem de 22 anos que destrói sua vida, de sua ex-namorada e de todos os envolvidos com o casal, ao entrar no apartamento dela armado disposto a matar? Num planeta de 6 bilhões de pessoas, ele acha que só existe uma mulher que pode preenchê-lo. Obsessão? Não. Esta é mais uma prova da fragilidade dos laços humanos.

Zigmunt Bauman, sociólogo polonês já falava sobre isso no seu livro "Amor Líquido". Amor é risco. Mas não esse risco que o jovem propôs. É um risco da vida e não de vida. Vive-se o eterno risco do desgaste, da contrariedade e da incerteza de conforto na vida a dois. O amor sempre resolve tudo e, munido de um verdadeiro sentimento, pode-se sempre encontrar uma saída. Quem é maduro o suficiente sabe disso.

Se esse jovem tivesse amor, com certeza iria encontrar alguém disposto a recebê-lo. Não precisava meter uma bala na cabeça da menina. O que ele ganhou com isso? Perdeu a chance de ter passado por esse planeta e deixar algo positivo.