Há 8 anos
O fim do Provocador, o início da lenda
O Provocador morreu dormindo. Se livrou completamente da tragédia de morrer "com aquele negócio no nariz", num leito de hospital, respirando com dificuldades ou quem sabe morrendo-se aos poucos, ofegante, vai e volta, talvez com sofrimento, talvez numa completa debilidade. Não!! Foi como embarcar, confiante, num sonho. Os jornais noticiaram: - Desapareceu! Fechou as portas da existência de uma só vez. Virou de lado num "boa noite" e não acordou mais. Deixou seus fãs e espectadores sem a oportunidade da "coisa falsa do abraço", do adeus, da oração na porta do hospital, das lágrimas anunciadoras do fim, das correntes de boas vibrações nas redes sociais. Ignorou tudo isso. Foi-se. As luzes do teatro se apagaram. Acabou? A plateia deve se levantar para as palmas. Vários minutos. Horas. Dias. De pé! Mais palmas!
- O que é a vida? - disparava a pergunta final a todos seus entrevistados: intelectuais, donas de casa, políticos, artistas, moradores de rua, anônimos. Era fulminante. O que se responde a uma pergunta dessas? Como reduzir, presumir, resumir A VIDA em alguns segundos de televisão? Era perturbador. O entrevistado bem que tentava responder da maneira mais lírica possível. O olhar ficava procurando alguma distração. Tentava-se fugir, mas o silêncio do Provocador encorajava a resposta. Estufa-se o peito, escolhe-se as palavras e tá lá a resposta. Linda, cristalina, bem montada. Ficou perfeita.
O que é a vida? - Pergunta pela segunda vez o Provocador, como se todo aquele esforço do entrevistado em responder a pergunta anterior fosse descartável. E era mesmo. É possível responder a essa pergunta? Qual a verdade da vida? Que mortal tem essa resposta? O Provocador ria do esforço inútil do entrevistado. Lhe oferecia o abraço falso, para diminuir a vergonha. Em décadas de programa ninguém se absteve de tentar responder o que é a vida. Todos falharam na resposta. Não há explicação para certas questões, somente a pretensão de possuir a verdade. O Provocador cumpriu sua missão. Seguiu idolatrando a dúvida.
Há décadas atrás, via pela primeira vez um programa de televisão estampar nomes de autores enquanto se falava deles. Era como se o Provocador falasse "desliga essa TV e vá ler, mas leia isso!". Com Provocações conheci Goethe, Rousseau, Gandhi, Cervantes, Marx, Freud, Stendhal, Pixinguinha, Zola, Dostoiévski, Bibi Ferreira, Kafka, entre outros que já conheci e outros tantos que ainda conhecerei.
- Qual o melhor autor que você descobriu e qual o melhor autor que você ainda não descobriu? O programa sempre deixava uma lista dos que ainda descobriremos. O caminho estava aberto, bastava percorrê-lo.
Obrigado Provocador! Obrigado por ter sido fundamental em minha vida intelectual. Obrigado por me soterrar com toda essa avalanche cultural ainda na adolescência, e, por conta disso, tenha me dado a vantagem do tempo para encontrar as respostas.
Adeus mestre Antônio Abujamra!!
É impossível uma mídia independente.
A Revista Veja de 09 de maio de 2012 foi impagável. Os escândalos do Carlinhos Cachoeira mereceram capa, mas eu estava mesmo era atrás dos fatos da queda de braço entre os bancos públicos e privados na novela da diminuição dos juros. Nessa busca o que eu encontro?
Logo quando abro a revista, a primeira página dupla é de uma propaganda do Itaú. Já pensei: "Ihh, agora eu quero ver. Isso não vai prestar." Ultimamente estou começando a ouvir mais aquela voz interior que avisa quando alguma tragédia se anuncia. Depois de sermos seduzidos pelo mundo perfeito do Itaú, a revista abre um editorial anunciando que, apesar da capa ser do Cachoeira, eles querem mesmo é falar de juros.
A carta aos leitores manda eu ler o artigo do economista Maílson da Nóbrega, sócio fundador da Tendências Consultoria, que tem no seu currículo clientes de peso como Santander, HSBC, Itaú (o mesmo que anuncia na página mais cara da Veja), Bradesco, Banco Safra, etc.
Pois bem, obedeço a ordem da revista e vou ler o artigo do economista.
O colunista decreta que os juros no Brasil são altos por dois motivos:
1) Tributação (culpa do governo)
2) Compulsórios (também culpa do governo).
Ele também me convence que os banqueiros são bonzinhos e os lucros não são a causa dos juros altos. Fico muito bravo com o governo e com a Dilma e prossigo minha leitura. Ao chegar na matéria que a "carta ao leitor" também me ordenou a ler, deparo com uma tabela que foi a responsável por esse post.
Mas o Maílson não tinha dito que a culpa era dos tais compulsórios e dos impostos? Faço as contas e descubro que se pego R$100 no banco R$19,30 vai pra compulsórios e impostos. O lucro do banco me custa R$24,40. Em uma mesma revista uma matéria desmente o que o seu colunista acabou de dizer.
Não há mais nada a fazer. Fecho a revista e vou tentar buscar informações em outro lugar. É querer demais esperar que uma revista e um colunista deponham contra quem os sustenta.
Logo quando abro a revista, a primeira página dupla é de uma propaganda do Itaú. Já pensei: "Ihh, agora eu quero ver. Isso não vai prestar." Ultimamente estou começando a ouvir mais aquela voz interior que avisa quando alguma tragédia se anuncia. Depois de sermos seduzidos pelo mundo perfeito do Itaú, a revista abre um editorial anunciando que, apesar da capa ser do Cachoeira, eles querem mesmo é falar de juros.
1) Tributação (culpa do governo)
2) Compulsórios (também culpa do governo).
Ele também me convence que os banqueiros são bonzinhos e os lucros não são a causa dos juros altos. Fico muito bravo com o governo e com a Dilma e prossigo minha leitura. Ao chegar na matéria que a "carta ao leitor" também me ordenou a ler, deparo com uma tabela que foi a responsável por esse post.
Não há mais nada a fazer. Fecho a revista e vou tentar buscar informações em outro lugar. É querer demais esperar que uma revista e um colunista deponham contra quem os sustenta.
Impressões de São Paulo
Quantos litros de tinta são necessários para definir uma personalidade? Quantos quilos de metal são necessários para destacar-se na multidão? A juventude que desce e sobe as ruas que desaguam na Paulista não nos fornece uma resposta. Nem as paredes pichadas em todos os cantos. Trazem mais perguntas. Como gibis ambulantes, as paredes e os jovens, vão ajudando a contar a história de uma cidade bela por sua tristeza.
Um museu a céu aberto, 24 horas, São Paulo traz embutido em suas ruas, espaços e cheiros a história do Brasil. E o Brasil que incomoda. O Brasil mutante, que busca, desesperadamente, por uma identidade. Nessa metrópole onde tudo é grandioso e longe, a dimensão humana fica perdida. Perdida em cada canto, em cada som, em cada rabisco, em cada beleza construída ou destruída pelo homem. A vida está lá. Gritando. Pulsante. Mas parece que diante de tantas vidas ao mesmo tempo no mesmo espaço, o valor vai se esvaindo. Tudo se torna mais um. Mais uma esquina, mais um bueiro, mais um muro, mais um prédio, mais uma menina tatuada.
No mesmo dia posso pisar em um bairro miserável pela manhã e na avenida mais rica da América do Sul à noite. A cidade oferece esses exercícios filosóficos. As brutais diferenças brasileiras estão todas coexistindo naquele lugar. Coexistindo. Convivendo não.
Fico apaixonado pelo mar de gente. Vejo rostos que talvez nunca mais vou encontrar. Passo instantes próximo de pessoas que ignoro completamente a existência e recebo o mesmo em troca. Observo atentamente a todas aquelas movimentações e entendo porque a arte é tão intrigada com esses espaços urbanos. Vou puxando da memória frases, refrões e relatos sobre esse lugar. Eles estavam certos. Caetano estava certo. Humberto Gessinger estava certo. Adoniran Barbosa estava certo. Talvez algo precise ser atualizado vinte anos depois na letra de "Sampa": a deselegância das meninas ainda persiste, mas há muito deixou de ser discreta.
Quando o ônibus entra na Bandeirantes no domingo à noite, de volta ao interior onde nasci e aprendi fazer perguntas ao mundo, olho rapidamente pra trás e vejo aquela capital iluminada desaparecendo no horizonte. Penso triste que talvez, no futuro, quando voltarmos a nos encontrar esteja tudo mudado. Nessa hora entendo que as cidades nada mais são do que espelhos das almas humanas. Reflexo concreto de nossa eterna inconstância.
Um museu a céu aberto, 24 horas, São Paulo traz embutido em suas ruas, espaços e cheiros a história do Brasil. E o Brasil que incomoda. O Brasil mutante, que busca, desesperadamente, por uma identidade. Nessa metrópole onde tudo é grandioso e longe, a dimensão humana fica perdida. Perdida em cada canto, em cada som, em cada rabisco, em cada beleza construída ou destruída pelo homem. A vida está lá. Gritando. Pulsante. Mas parece que diante de tantas vidas ao mesmo tempo no mesmo espaço, o valor vai se esvaindo. Tudo se torna mais um. Mais uma esquina, mais um bueiro, mais um muro, mais um prédio, mais uma menina tatuada.
No mesmo dia posso pisar em um bairro miserável pela manhã e na avenida mais rica da América do Sul à noite. A cidade oferece esses exercícios filosóficos. As brutais diferenças brasileiras estão todas coexistindo naquele lugar. Coexistindo. Convivendo não.
Fico apaixonado pelo mar de gente. Vejo rostos que talvez nunca mais vou encontrar. Passo instantes próximo de pessoas que ignoro completamente a existência e recebo o mesmo em troca. Observo atentamente a todas aquelas movimentações e entendo porque a arte é tão intrigada com esses espaços urbanos. Vou puxando da memória frases, refrões e relatos sobre esse lugar. Eles estavam certos. Caetano estava certo. Humberto Gessinger estava certo. Adoniran Barbosa estava certo. Talvez algo precise ser atualizado vinte anos depois na letra de "Sampa": a deselegância das meninas ainda persiste, mas há muito deixou de ser discreta.
Quando o ônibus entra na Bandeirantes no domingo à noite, de volta ao interior onde nasci e aprendi fazer perguntas ao mundo, olho rapidamente pra trás e vejo aquela capital iluminada desaparecendo no horizonte. Penso triste que talvez, no futuro, quando voltarmos a nos encontrar esteja tudo mudado. Nessa hora entendo que as cidades nada mais são do que espelhos das almas humanas. Reflexo concreto de nossa eterna inconstância.
Crie uma igreja e não pague mais impostos!
Matéria da Folha: Criar Igreja e se livrar de imposto custa R$418
Que igrejas são empresas muito bem organizadas todo mundo já sabe, mas a matéria acima publicada no dia 29/11/2009 foi além e mostrou passo a passo como pessoas mal intencionadas podem usar a fé alheia para fugir do fisco.
Basta ter um CNPJ para abrir conta em bancos, comprar carros e iates e não pagar IPVA, IPTU, ISS e todos os impostos que qualquer mortal é obrigado a desembolsar. Mais um caso oportuno onde a conveniência dá as mãos para a malandragem teológica. Salvação, arrependimento, perdão, vida santa? São os temas usados para amolecer o coração das pessoas em busca de respostas e, na ânsia de ver os nós do desespero desatados, acabam justificando a existência dessas empresas de fachada ao frequentar suas assembléias.
Cabe ao poder público desvendar as artimanhas jurídicas que ocultam esses empresários da fé. O Brasil, miserável e carente por natureza, acaba tendo no seu povo simples terreno fértil para a proliferação desse câncer místico organizado. A beleza da fé popular está sendo manipulada inescrupulosamente por esses monstros de ternos baratos, proferindo seus sermões carregados de contradições e erros de português. Essa classe de enganadores, assim como os políticos corruptos, merecem ser identificados, julgados e colocados atrás das grades.
Que igrejas são empresas muito bem organizadas todo mundo já sabe, mas a matéria acima publicada no dia 29/11/2009 foi além e mostrou passo a passo como pessoas mal intencionadas podem usar a fé alheia para fugir do fisco.
Basta ter um CNPJ para abrir conta em bancos, comprar carros e iates e não pagar IPVA, IPTU, ISS e todos os impostos que qualquer mortal é obrigado a desembolsar. Mais um caso oportuno onde a conveniência dá as mãos para a malandragem teológica. Salvação, arrependimento, perdão, vida santa? São os temas usados para amolecer o coração das pessoas em busca de respostas e, na ânsia de ver os nós do desespero desatados, acabam justificando a existência dessas empresas de fachada ao frequentar suas assembléias.
Cabe ao poder público desvendar as artimanhas jurídicas que ocultam esses empresários da fé. O Brasil, miserável e carente por natureza, acaba tendo no seu povo simples terreno fértil para a proliferação desse câncer místico organizado. A beleza da fé popular está sendo manipulada inescrupulosamente por esses monstros de ternos baratos, proferindo seus sermões carregados de contradições e erros de português. Essa classe de enganadores, assim como os políticos corruptos, merecem ser identificados, julgados e colocados atrás das grades.
Excomunhão dos médicos causa polêmica
Vaticano apoia excomunhão de médicos que fizeram aborto em menina
Ontem eu estava ouvindo meu pai assistindo o programa do Datena e me chamou a atenção ele protestando, aos berros, contra o caso da excomunhão dos médicos responsáveis pelo aborto na garota de Pernambuco. É uma discussão complexa que o
apresentador, ignorante como sempre, prefere superficializar para que sua opinião pessoal se sobressaia à informação. Em tempos de luta pelo IBOPE e da eterna falta de instrução da população brasileira, apresentadores como esse espalha desinformação por onde passa.
A análise desse caso de excomunhão não deve ser complicada. É questão de lógica. A Igreja Católica tem regras e um direito próprio, chamado de direito canônico. A posição oficial da Igreja sempre foi a favor da vida desde a concepção e repudia o aborto, a pesquisa com embriões e o sexo antes do casamento. Ótimo. Quem participa dessa Igreja e quer fazer parte das suas fileiras, obviamente concorda com seus preceitos e participa de seus ritos consciente dos seus deveres enquanto membro. O cumprimento dessas regras não tem fiscalização, logo os padres dependem da confissão e da consciência de seus fiéis.
Ninguém é obrigado a ser católico e ninguém é obrigado a concordar com seu direito e seu código. Existem milhares de Igrejas com regras diferentes. Basta mudar de religião. O que a impresa quer, que a Igreja mude seu código porque o Datena, ou o Lula, ou a Folha de São Paulo pediu? Corretíssima a excomunhão desses médicos. Se eles são católicos, desde sempre estavam conscientes desse risco perante à Instituição. Basta agora, se praticam o ato sem nenhum tipo de peso na consciência, mudem para uma religião que acolham suas consciências. Aborto não é aceito pela religião católica. Se eles o praticam em sua profissão, por lógica não podem ser católicos. E isso não afeta nem um pouco a vida social deles. Não entendo o porquê do blá blá blá.
A teologia católica e o direito canônico tem autonomias e pensamentos próprios. A única diferença é que a adesão é livre. Diferente do direito laico em que, por vivermos em sociedade e pelo simples fato de nascermos no Brasil de pais brasileiros, já estamos "inseridos" automaticamente no Código Civil Brasileiro. Quem não concorda com as leis brasileiras ou pratica atos contra essa lei é punido de acordo com suas faltas (pelo menos no papel). A Igreja tem as suas punições também. Como qualquer direito que se preze. Agora, porque a "excomunhão" e não uma simples punição leve? Porque as vítimas já estão mortas.
O Datena acusa a Igreja de ser retrógrada e de estar vivendo na Idade Média, só que por pelo menos 5 vezes ele usou como argumento a Inquisição. Ou seja. Ele busca fatos da Idade Média pra sustentar suas opiniões. Ele se diz católico apostólico romano e depois desce o cacete nos preceitos católicos. Depois diz que só acredita em Deus. Resumindo: ele não sabe o que diz. Fala uma coisa e se contradiz 30 segundos depois.
Lamentável reduzir uma discussão tão delicada num sem número de absurdos lógicos e falácias verborrágicas. Datena. Se informe antes de informar.
Ontem eu estava ouvindo meu pai assistindo o programa do Datena e me chamou a atenção ele protestando, aos berros, contra o caso da excomunhão dos médicos responsáveis pelo aborto na garota de Pernambuco. É uma discussão complexa que o
apresentador, ignorante como sempre, prefere superficializar para que sua opinião pessoal se sobressaia à informação. Em tempos de luta pelo IBOPE e da eterna falta de instrução da população brasileira, apresentadores como esse espalha desinformação por onde passa.
A análise desse caso de excomunhão não deve ser complicada. É questão de lógica. A Igreja Católica tem regras e um direito próprio, chamado de direito canônico. A posição oficial da Igreja sempre foi a favor da vida desde a concepção e repudia o aborto, a pesquisa com embriões e o sexo antes do casamento. Ótimo. Quem participa dessa Igreja e quer fazer parte das suas fileiras, obviamente concorda com seus preceitos e participa de seus ritos consciente dos seus deveres enquanto membro. O cumprimento dessas regras não tem fiscalização, logo os padres dependem da confissão e da consciência de seus fiéis.
Ninguém é obrigado a ser católico e ninguém é obrigado a concordar com seu direito e seu código. Existem milhares de Igrejas com regras diferentes. Basta mudar de religião. O que a impresa quer, que a Igreja mude seu código porque o Datena, ou o Lula, ou a Folha de São Paulo pediu? Corretíssima a excomunhão desses médicos. Se eles são católicos, desde sempre estavam conscientes desse risco perante à Instituição. Basta agora, se praticam o ato sem nenhum tipo de peso na consciência, mudem para uma religião que acolham suas consciências. Aborto não é aceito pela religião católica. Se eles o praticam em sua profissão, por lógica não podem ser católicos. E isso não afeta nem um pouco a vida social deles. Não entendo o porquê do blá blá blá.
A teologia católica e o direito canônico tem autonomias e pensamentos próprios. A única diferença é que a adesão é livre. Diferente do direito laico em que, por vivermos em sociedade e pelo simples fato de nascermos no Brasil de pais brasileiros, já estamos "inseridos" automaticamente no Código Civil Brasileiro. Quem não concorda com as leis brasileiras ou pratica atos contra essa lei é punido de acordo com suas faltas (pelo menos no papel). A Igreja tem as suas punições também. Como qualquer direito que se preze. Agora, porque a "excomunhão" e não uma simples punição leve? Porque as vítimas já estão mortas.
O Datena acusa a Igreja de ser retrógrada e de estar vivendo na Idade Média, só que por pelo menos 5 vezes ele usou como argumento a Inquisição. Ou seja. Ele busca fatos da Idade Média pra sustentar suas opiniões. Ele se diz católico apostólico romano e depois desce o cacete nos preceitos católicos. Depois diz que só acredita em Deus. Resumindo: ele não sabe o que diz. Fala uma coisa e se contradiz 30 segundos depois.
Lamentável reduzir uma discussão tão delicada num sem número de absurdos lógicos e falácias verborrágicas. Datena. Se informe antes de informar.
A novela da Biografia do Roberto Carlos
Notícia da Folha
Roberto Carlos pegou seu cetro e deu uma pancada na liberdade de expressão no ano de 2007. A novela que ele, lamentavelmente, armou em cima da sua biografia não-
autorizada está se desenrolando até hoje na justiça. Mesmo sem ter lido o livro, o Rei mandou seus advogados pra cima do escritor Paulo César de Araújo numa clara demonstração de truculência intelectual.
Logo ele, que doou sua vida para o público e foi ricamente recompensado pelos fãs não permite agora que a literatura tente compreender sua figura. A inquisição parece estar no espírito religioso do cantor e esparrama uma incômoda mancha em sua história.
A partir do momento em que alguém se lança na carreira artística, tem que estar preparado para abdicar de sua vida pessoal e ver sua história "apropriada" pelo domínio público. Esse mesmo público que traz tantas alegrias e riquezas é agora impedido de ler o trabalho do escritor? Se Roberto não autorizou a biografia é por que em nenhum momento sabia dela, logo conclui-se que o material de pesquisa do biógrafo estava por aí, só foi juntado num único volume.
Agora, é justo todo esse trabalho exaustivo e apaixonado ser simplesmente "recolhido"? Definitivamente não.
Nós fãs, torcemos para que o Rei pare de se preocupar com as consequências de ter escolhido a vida de ícone público e se empenhe, no futuro, em voltar a lançar bons cd´s. Coisa que já não faz há anos.
Roberto Carlos pegou seu cetro e deu uma pancada na liberdade de expressão no ano de 2007. A novela que ele, lamentavelmente, armou em cima da sua biografia não-
Logo ele, que doou sua vida para o público e foi ricamente recompensado pelos fãs não permite agora que a literatura tente compreender sua figura. A inquisição parece estar no espírito religioso do cantor e esparrama uma incômoda mancha em sua história.
A partir do momento em que alguém se lança na carreira artística, tem que estar preparado para abdicar de sua vida pessoal e ver sua história "apropriada" pelo domínio público. Esse mesmo público que traz tantas alegrias e riquezas é agora impedido de ler o trabalho do escritor? Se Roberto não autorizou a biografia é por que em nenhum momento sabia dela, logo conclui-se que o material de pesquisa do biógrafo estava por aí, só foi juntado num único volume.
Agora, é justo todo esse trabalho exaustivo e apaixonado ser simplesmente "recolhido"? Definitivamente não.
Nós fãs, torcemos para que o Rei pare de se preocupar com as consequências de ter escolhido a vida de ícone público e se empenhe, no futuro, em voltar a lançar bons cd´s. Coisa que já não faz há anos.
Justiça contra a Telefonica?
Telefônica terá que pagar 1 Bilhão de multa por lesar consumidores.
O Ministério Público pede 1 Bilhão de multa contra Telefônica por lesar consumidores.
Eu não acredito que isso vá pra frente, pois essa empresa já vem sambando em cima dos consumidores paulistas há décadas sem que nada aconteça. É vergonhosa a morosidade da justiça brasileira contra grandes empresas e pessoas com alto poder aquisitivo. Vamos aguardar para ver o que vai dar. Estamos de olho.
O Ministério Público pede 1 Bilhão de multa contra Telefônica por lesar consumidores.
Eu não acredito que isso vá pra frente, pois essa empresa já vem sambando em cima dos consumidores paulistas há décadas sem que nada aconteça. É vergonhosa a morosidade da justiça brasileira contra grandes empresas e pessoas com alto poder aquisitivo. Vamos aguardar para ver o que vai dar. Estamos de olho.
A bandidagem das telefonicas no Brasil.
Pois bem... eu ia cancelar o Speedy para colocar via rádio, mas a Telefonica me fez uma proposta maravilhosa: iria pagar somente 49,90 e nada mais. Aceitei e estranhei quando no mês passado a conta veio R$ 62,62. Era um pouco a mais do que os incríveis 49,90, mas deixei pra lá. Como na Telefonica de São Paulo, toda promessa é mentirosa e nós não temos a quem reclamar, esse mês a verdade surgiu: R$160!!!
EIS A CONTA, BEM DETALHADA PARA TODOS ENTENDEREM.

Não entendeu nada? Tudo bem. Essas contas não são para ser entendidas mesmo. Planos de fidelidade que te obrigam a usar serviços, cobranças indevidas devolvidas em "crédito" na próxima conta, falta de detalhamento de chamadas realizadas, valores estranhos, serviços de suporte deploráveis, datas de utilização quebradas e valores de serviços particionados, etc, etc.
Se vc quiser levantar um informação simples como: quanto me custa por mês o Speedy, por exemplo... vc tem q pegar a calculadora e somar. Do dia 1 ao dia 3 é tanto.. do dia 3 ao dia 12 é tanto... do dia 12 ao dia 23 é tanto... não seria mais fácil eles colocarem: Speedy = R$ X? Esse particionamento é pra desestimular a conferência da cobrança.
No Brasil somos escravos dessas empresas de telefonia. A Anatel e nada é a mesma coisa e as contas de celular e telefones, pelo menos em São Paulo, são indecifráveis. Temos um Código de Defesa e Procons que de nada adiantam contra as prestadoras de serviços públicos essenciais.
Até quando essas empresas vão continuar lesando milhões de pessoas impunemente? Se fosse em um país sério, haveria espaço para essa Internet defasada vendida a preço de ouro? Um dia, o povo brasileiro deixará de ser otário e canalhices como a dessa empresa não serão mais toleradas. Mas enquanto esse dia não chega, lá vou eu para o 0800 contestar a cobrança...
EIS A CONTA, BEM DETALHADA PARA TODOS ENTENDEREM.

Não entendeu nada? Tudo bem. Essas contas não são para ser entendidas mesmo. Planos de fidelidade que te obrigam a usar serviços, cobranças indevidas devolvidas em "crédito" na próxima conta, falta de detalhamento de chamadas realizadas, valores estranhos, serviços de suporte deploráveis, datas de utilização quebradas e valores de serviços particionados, etc, etc.
Se vc quiser levantar um informação simples como: quanto me custa por mês o Speedy, por exemplo... vc tem q pegar a calculadora e somar. Do dia 1 ao dia 3 é tanto.. do dia 3 ao dia 12 é tanto... do dia 12 ao dia 23 é tanto... não seria mais fácil eles colocarem: Speedy = R$ X? Esse particionamento é pra desestimular a conferência da cobrança.
No Brasil somos escravos dessas empresas de telefonia. A Anatel e nada é a mesma coisa e as contas de celular e telefones, pelo menos em São Paulo, são indecifráveis. Temos um Código de Defesa e Procons que de nada adiantam contra as prestadoras de serviços públicos essenciais.
Até quando essas empresas vão continuar lesando milhões de pessoas impunemente? Se fosse em um país sério, haveria espaço para essa Internet defasada vendida a preço de ouro? Um dia, o povo brasileiro deixará de ser otário e canalhices como a dessa empresa não serão mais toleradas. Mas enquanto esse dia não chega, lá vou eu para o 0800 contestar a cobrança...
Fim da aprovação automática no Rio
Futura Secretária da educação do Rio irá acabar com a aprovação automática.
Segunda passada eu tava almoçando lá no Mc Donald´s e, peguei o jornal (Folha de SP) e vi o artigo dessa mulher. Claudia Costin.. Claudia Costin... Puxei na memória e
lembrei que tinha assistido uma entrevista dela na Rede Vida há muito tempo. Não sei porquê, mas seu artigo me encheu de esperança quanto a educação no Brasil. Deu-me a impressão de que temos pessoas de visão no comando da educação brasileira, só falta conseguirem implantar as idéias para colhermos os resultados daqui uns 30 anos. Se não começarmos já, nossos netos não será beneficiados.
Reproduzo abaixo o artigo que me animou. Tirem suas próprias conclusões.
Formação docente e qualidade do ensino
CLAUDIA COSTIN
Convivemos com a dificuldade das instituições de ensino superior de preparar professores para ensinar
O DESENVOLVIMENTO econômico e social só se dá a partir do acesso universal da população a uma educação de qualidade que enfatize leitura, raciocínio matemático e uma mente investigativa. A realidade de países como Índia, Irlanda e Coréia do Sul ilustra bem essa tese, já que conquistaram avanços socioeconômicos mais acentuados nos últimos anos como resultado da efetiva implantação de uma política de valorização do ensino em todos os níveis.
Nesse contexto, o Brasil, por intermédio de agentes públicos e privados, rompeu a inércia de décadas passadas e passou a tratar, pelo menos parcialmente, a educação com maior prioridade. Os primeiros resultados práticos dessa atitude se materializaram na conquista da universalização do acesso ao ensino fundamental -meados dos anos 1990- e na introdução de uma cultura de avaliação periódica tanto das redes de ensino quanto do aprendizado das crianças e jovens.
Curiosamente, esse avanço trouxe à tona novos problemas. A escola não se preparou para receber esse afluxo de alunos cujas famílias não tinham acesso à cultura letrada. A universalização implicou um recrutamento acelerado de professores e uma pressão sobre os cursos de pedagogia, com a exigência (correta) de que todos tivessem nível de formação superior.
Esse cenário fez aflorar uma preocupante constatação: convivemos com a dificuldade das instituições de ensino superior de preparar professores para ensinar. No Brasil, muitos deles saem inseguros das faculdades, simplesmente não sabendo o que e como ensinar em sala de aula.
Uma pesquisa da Fundação Carlos Chagas, feita a pedido da Fundação Victor Civita, mostra, por exemplo, o quanto a formação inicial para o ensino infantil e fundamental é deficiente ao constatar que as instituições de ensino superior não oferecem aos futuros professores os elementos necessários para se dar uma boa aula.
A pesquisa aponta, por exemplo, que os 71 cursos de pedagogia analisados no país concentram mais de 3.000 disciplinas, sendo praticamente dois terços delas totalmente distintas umas das outras. As instituições parecem, no fundo, distantes das reais necessidades das escolas. Dos cursos avaliados, apenas 5,3% da carga horária é dedicada ao ensino infantil, enquanto só 20,7% dizem respeito a didáticas específicas, metodologias e práticas de ensino.
Prevalecem conteúdos teóricos -disciplinas como sociologia, filosofia ou história da educação- importantes, mas que apresentam carga horária excessiva para alguém que vai atuar, sobretudo, em sala de aula. O mesmo ocorre com a legislação de educação e com a ênfase em sistemas educacionais. Alguém que domina a diferença entre Vygotsky e Piaget e conhece a fundo a Lei de Diretrizes e Bases não é necessariamente habilitado para ser um bom professor.
Além da formação que recebe na universidade, o professor também se beneficiaria de um estágio mais efetivo. A pesquisa encomendada pela FVC evidencia que os estágios acabam sendo pro forma, ou seja, os estudantes apenas observam aulas nas escolas, sem orientação adequada.
Nesse sentido, talvez ajudasse uma parceria entre a universidade e as redes estaduais e municipais de educação. O projeto de lei atualmente tramitando no Senado Federal que institui um programa de residência pedagógica, inspirado no que já ocorre com a carreira médica, pode também ajudar nessa direção.
Mas não basta formar bem o professor. Também é preciso escolher os melhores profissionais que vão atuar em sala de aula. Além da presença de muitos professores temporários, constata-se pela pesquisa que os conhecimentos demandados nos concursos públicos dão pouco valor à prática e à formação profissional específica. Muitos adotam, como algumas universidades, abordagem academicista e enfatizam legislação educacional, como se pessoas que dominam tais conteúdos pudessem ser os melhores para alfabetizar ou ensinar adição de frações.
Segundo dados do IBGE, dos 2,43 milhões de pessoas de sete a 14 anos que não sabem ler e escrever, a grande maioria (87,2%) está matriculada em alguma turma de ensino fundamental ou médio.
Por isso, é urgente a articulação entre governos, universidade e sociedade para a formulação, a gestão e o monitoramento de políticas públicas que privilegiem a formação e a seleção adequadas de professores, em prol de um ensino básico de qualidade para todos.
Segunda passada eu tava almoçando lá no Mc Donald´s e, peguei o jornal (Folha de SP) e vi o artigo dessa mulher. Claudia Costin.. Claudia Costin... Puxei na memória e
Reproduzo abaixo o artigo que me animou. Tirem suas próprias conclusões.
Formação docente e qualidade do ensino
CLAUDIA COSTIN
Convivemos com a dificuldade das instituições de ensino superior de preparar professores para ensinar
O DESENVOLVIMENTO econômico e social só se dá a partir do acesso universal da população a uma educação de qualidade que enfatize leitura, raciocínio matemático e uma mente investigativa. A realidade de países como Índia, Irlanda e Coréia do Sul ilustra bem essa tese, já que conquistaram avanços socioeconômicos mais acentuados nos últimos anos como resultado da efetiva implantação de uma política de valorização do ensino em todos os níveis.
Nesse contexto, o Brasil, por intermédio de agentes públicos e privados, rompeu a inércia de décadas passadas e passou a tratar, pelo menos parcialmente, a educação com maior prioridade. Os primeiros resultados práticos dessa atitude se materializaram na conquista da universalização do acesso ao ensino fundamental -meados dos anos 1990- e na introdução de uma cultura de avaliação periódica tanto das redes de ensino quanto do aprendizado das crianças e jovens.
Curiosamente, esse avanço trouxe à tona novos problemas. A escola não se preparou para receber esse afluxo de alunos cujas famílias não tinham acesso à cultura letrada. A universalização implicou um recrutamento acelerado de professores e uma pressão sobre os cursos de pedagogia, com a exigência (correta) de que todos tivessem nível de formação superior.
Esse cenário fez aflorar uma preocupante constatação: convivemos com a dificuldade das instituições de ensino superior de preparar professores para ensinar. No Brasil, muitos deles saem inseguros das faculdades, simplesmente não sabendo o que e como ensinar em sala de aula.
Uma pesquisa da Fundação Carlos Chagas, feita a pedido da Fundação Victor Civita, mostra, por exemplo, o quanto a formação inicial para o ensino infantil e fundamental é deficiente ao constatar que as instituições de ensino superior não oferecem aos futuros professores os elementos necessários para se dar uma boa aula.
A pesquisa aponta, por exemplo, que os 71 cursos de pedagogia analisados no país concentram mais de 3.000 disciplinas, sendo praticamente dois terços delas totalmente distintas umas das outras. As instituições parecem, no fundo, distantes das reais necessidades das escolas. Dos cursos avaliados, apenas 5,3% da carga horária é dedicada ao ensino infantil, enquanto só 20,7% dizem respeito a didáticas específicas, metodologias e práticas de ensino.
Prevalecem conteúdos teóricos -disciplinas como sociologia, filosofia ou história da educação- importantes, mas que apresentam carga horária excessiva para alguém que vai atuar, sobretudo, em sala de aula. O mesmo ocorre com a legislação de educação e com a ênfase em sistemas educacionais. Alguém que domina a diferença entre Vygotsky e Piaget e conhece a fundo a Lei de Diretrizes e Bases não é necessariamente habilitado para ser um bom professor.
Além da formação que recebe na universidade, o professor também se beneficiaria de um estágio mais efetivo. A pesquisa encomendada pela FVC evidencia que os estágios acabam sendo pro forma, ou seja, os estudantes apenas observam aulas nas escolas, sem orientação adequada.
Nesse sentido, talvez ajudasse uma parceria entre a universidade e as redes estaduais e municipais de educação. O projeto de lei atualmente tramitando no Senado Federal que institui um programa de residência pedagógica, inspirado no que já ocorre com a carreira médica, pode também ajudar nessa direção.
Mas não basta formar bem o professor. Também é preciso escolher os melhores profissionais que vão atuar em sala de aula. Além da presença de muitos professores temporários, constata-se pela pesquisa que os conhecimentos demandados nos concursos públicos dão pouco valor à prática e à formação profissional específica. Muitos adotam, como algumas universidades, abordagem academicista e enfatizam legislação educacional, como se pessoas que dominam tais conteúdos pudessem ser os melhores para alfabetizar ou ensinar adição de frações.
Segundo dados do IBGE, dos 2,43 milhões de pessoas de sete a 14 anos que não sabem ler e escrever, a grande maioria (87,2%) está matriculada em alguma turma de ensino fundamental ou médio.
Por isso, é urgente a articulação entre governos, universidade e sociedade para a formulação, a gestão e o monitoramento de políticas públicas que privilegiem a formação e a seleção adequadas de professores, em prol de um ensino básico de qualidade para todos.
Sobre o sequestro da garota de Santo André
Matéria da Folha
Por que o amor, o desespero e a loucura andam tão próximas? Quando dizem "crime passional", fico estarrecido. Quem ama não mata. Não é simples?
O que se passa na cabeça de um jovem de 22 anos que destrói sua vida, de sua ex-namorada e de todos os envolvidos com o casal, ao entrar no apartamento dela armado disposto a matar? Num planeta de 6 bilhões de pessoas, ele acha que só existe uma mulher que pode preenchê-lo. Obsessão? Não. Esta é mais uma prova da fragilidade dos laços humanos.
Zigmunt Bauman, sociólogo polonês já falava sobre isso no seu livro "Amor Líquido". Amor é risco. Mas não esse risco que o jovem propôs. É um risco da vida e não de vida. Vive-se o eterno risco do desgaste, da contrariedade e da incerteza de conforto na vida a dois. O amor sempre resolve tudo e, munido de um verdadeiro sentimento, pode-se sempre encontrar uma saída. Quem é maduro o suficiente sabe disso.
Se esse jovem tivesse amor, com certeza iria encontrar alguém disposto a recebê-lo. Não precisava meter uma bala na cabeça da menina. O que ele ganhou com isso? Perdeu a chance de ter passado por esse planeta e deixar algo positivo.
O que se passa na cabeça de um jovem de 22 anos que destrói sua vida, de sua ex-namorada e de todos os envolvidos com o casal, ao entrar no apartamento dela armado disposto a matar? Num planeta de 6 bilhões de pessoas, ele acha que só existe uma mulher que pode preenchê-lo. Obsessão? Não. Esta é mais uma prova da fragilidade dos laços humanos.
Zigmunt Bauman, sociólogo polonês já falava sobre isso no seu livro "Amor Líquido". Amor é risco. Mas não esse risco que o jovem propôs. É um risco da vida e não de vida. Vive-se o eterno risco do desgaste, da contrariedade e da incerteza de conforto na vida a dois. O amor sempre resolve tudo e, munido de um verdadeiro sentimento, pode-se sempre encontrar uma saída. Quem é maduro o suficiente sabe disso.
Se esse jovem tivesse amor, com certeza iria encontrar alguém disposto a recebê-lo. Não precisava meter uma bala na cabeça da menina. O que ele ganhou com isso? Perdeu a chance de ter passado por esse planeta e deixar algo positivo.
Crise mundial
Matéria da Folha sobre a Crise
"Em Tóquio, o maior mercado da Ásia, a Bolsa caiu nesta sexta-feira ao seu menor nível desde 1987."
Renato Russo estava certo quando cantava: voltamos a viver como há dez anos atrás ??
Demorou muito para o mundo perceber o quanto o governo Bush foi nocivo para os EUA e para o "resto". A política externa americana, sob o seu governo, foi belicista em tempos onde não há espaço para o belicismo. As torres gêmeas, a suposta "luta contra o terrorismo" e consequentemente a invasão do Iraque, torrando bilhões de dólares dos contribuintes, não terá sido a causa do enfraquecimento da economia do país?
Agora, numa economia globalizada, o efeito dominó começa de novo. Como há dez anos atrás. Antes Ásia. Agora EUA. Renato Russo acertou mais uma vez?
Estará o Brasil preparado para o furacão que se avizinha? Lula diz que sim, mas quem acredita no Lula, que nunca soube de nada?
Para aqueles, que como eu, sempre acreditaram no poder do livre mercado, assisto pasmado o grito desesperado dos mercados mundiais pedindo ajuda do Estado. Não estamos preparados para viver sem o Estado. O neoliberalismo, que tanto defendo, mostra fraquezas preocupantes.
"Em Tóquio, o maior mercado da Ásia, a Bolsa caiu nesta sexta-feira ao seu menor nível desde 1987."
Renato Russo estava certo quando cantava: voltamos a viver como há dez anos atrás ??
Agora, numa economia globalizada, o efeito dominó começa de novo. Como há dez anos atrás. Antes Ásia. Agora EUA. Renato Russo acertou mais uma vez?
Estará o Brasil preparado para o furacão que se avizinha? Lula diz que sim, mas quem acredita no Lula, que nunca soube de nada?
Para aqueles, que como eu, sempre acreditaram no poder do livre mercado, assisto pasmado o grito desesperado dos mercados mundiais pedindo ajuda do Estado. Não estamos preparados para viver sem o Estado. O neoliberalismo, que tanto defendo, mostra fraquezas preocupantes.
A escola que não ensina
Editorial da Isto É dessa semana.
Enquanto isso, no Brasil do faz de conta, os números do IBGE (ver aba "Educação",Pg 46) mostram que 97,6% dos jovens com idade entre 7 e 14 anos em 2007 estavam frequentando regularmente a Escola. Ou seja, o desafio do governo FHC, que era colocar todo mundo na Escola foi superado. Conseguimos? Ótimo!
Agora que tá todo mundo lá dentro, vamos fazer o quê?
Progressão continuada para a molecada aqui do Estado de São Paulo! Passa todo mundo! Não deixa bombar! Empurra pra frente! O governo lava as mãos, exibe orgulhosamente o número de matriculados para o mundo, entuba o povão nas salas precárias do país e não ensina. Depois, com as pessoas chegando ao fim do sistema sem saber ler ou, quando sabe, sem entender um texto simples, é empurrado pra dentro da faculdade particular com vestibulares de mentirinha. Se você não tem dinheiro pra fazer faculdade, o Prouni te arruma.
O Brasil continua sendo um país de iletrados. Só que agora com diploma.
Enquanto isso, no Brasil do faz de conta, os números do IBGE (ver aba "Educação",Pg 46) mostram que 97,6% dos jovens com idade entre 7 e 14 anos em 2007 estavam frequentando regularmente a Escola. Ou seja, o desafio do governo FHC, que era colocar todo mundo na Escola foi superado. Conseguimos? Ótimo! Agora que tá todo mundo lá dentro, vamos fazer o quê?
Progressão continuada para a molecada aqui do Estado de São Paulo! Passa todo mundo! Não deixa bombar! Empurra pra frente! O governo lava as mãos, exibe orgulhosamente o número de matriculados para o mundo, entuba o povão nas salas precárias do país e não ensina. Depois, com as pessoas chegando ao fim do sistema sem saber ler ou, quando sabe, sem entender um texto simples, é empurrado pra dentro da faculdade particular com vestibulares de mentirinha. Se você não tem dinheiro pra fazer faculdade, o Prouni te arruma.
O Brasil continua sendo um país de iletrados. Só que agora com diploma.
Daniel Dantas é dono da Isto É?
Matéria da Folha na época que Dantas comprou a Isto É
É possível um veículo de comunicação ser imparcial quando seu dono tá sendo preso?
Estranhamente, a última matéria de capa da revista que eu assino, veio tentando colocar aqueles que foram responsáveis pela prisão do Dantas como os verdadeiros criminosos.
Por que todo esse bafafá da imprensa em cima de grampear e meter algemas em pessoas públicas que estão sendo investigadas? Eu não entendo onde tá o problema.
Estranhamente, a última matéria de capa da revista que eu assino, veio tentando colocar aqueles que foram responsáveis pela prisão do Dantas como os verdadeiros criminosos.
Por que todo esse bafafá da imprensa em cima de grampear e meter algemas em pessoas públicas que estão sendo investigadas? Eu não entendo onde tá o problema.
Marcadores:
Mídia
Lula diz que Morales pediu ajuda para equipar Exército...
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u446060.shtml
E a panela de pressão da América Latina continua fervendo. Agora virou moda expulsar embaixadores dos EUA. É legal, né? Dá uma sensação de superioridade. O Evo fez, aí os EUA ficam chateados e expulsam de lá o embaixador boliviano. Aí o Chavez, pra não perder a piada expulsa o seu também.
A América Latina continuará até quando sendo esse espaço de populistas que ficam brincando de governar enquanto o povo continua na miséria, na ignorância e no abandono? É uma alternância de poder e ego que só traz atraso e não leva a região a lugar algum. Tantas riquezas naturais, tanto espaço, tanta sorte de estar num território que oferece todas as condições necessárias para um crescimento sustentável e duradouro.
O problema é que não sabemos administrar tudo isso. Faltam-nos líderes. Faltam-nos administradores. Falta-nos orgulho de sermos latinos e optar por vias mais sérias de desenvolvimento.
A América Latina continuará até quando sendo esse espaço de populistas que ficam brincando de governar enquanto o povo continua na miséria, na ignorância e no abandono? É uma alternância de poder e ego que só traz atraso e não leva a região a lugar algum. Tantas riquezas naturais, tanto espaço, tanta sorte de estar num território que oferece todas as condições necessárias para um crescimento sustentável e duradouro.
O problema é que não sabemos administrar tudo isso. Faltam-nos líderes. Faltam-nos administradores. Falta-nos orgulho de sermos latinos e optar por vias mais sérias de desenvolvimento.
Marcadores:
Política
O assassinato da garota Isabella não aconteceu da forma como a polícia descreveu
http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2026/artigo100451-1.htm
Lembremos da lição deixada pelo linchamento moral dos donos da Escola Base pela imprensa. (http://oglobo.globo.com/sp/mat/2006/11/13/286621871.asp). O caso Isabella seguiu pelo mesmo caminho. Antes mesmo que os laudos chegassem à alguma conclusão, o casal Nardoni já estavam condenados pela opinião popular.
Agora a revista Isto É mostra que os laudos da polícia apresentam contradições sérias e talvez, repito TALVEZ as provas levantadas não sejam suficientes para condenar o casal.
Diante dessa dúvida que muda tudo, pergunto: e se não conseguirem provar que o casal foi o responsável pela morte da garotinha e pior, for provado, que não foram os pais mesmo? A imprensa vai dar o destaque que deu ao condená-los antes da finalização do processo? A imprensa é capaz de fazer um mea-culpa?
De forma alguma levanto a possibilidade ou não da inocência do casal. Ninguém sabe ainda. Só depois da finalização das investigações. Mas se já estão encontrando erros em um laudo que não poderia ter erros, fica difícil ser imparcial...
Lembremos da lição deixada pelo linchamento moral dos donos da Escola Base pela imprensa. (http://oglobo.globo.com/sp/mat/2006/11/13/286621871.asp). O caso Isabella seguiu pelo mesmo caminho. Antes mesmo que os laudos chegassem à alguma conclusão, o casal Nardoni já estavam condenados pela opinião popular.
Agora a revista Isto É mostra que os laudos da polícia apresentam contradições sérias e talvez, repito TALVEZ as provas levantadas não sejam suficientes para condenar o casal.
Diante dessa dúvida que muda tudo, pergunto: e se não conseguirem provar que o casal foi o responsável pela morte da garotinha e pior, for provado, que não foram os pais mesmo? A imprensa vai dar o destaque que deu ao condená-los antes da finalização do processo? A imprensa é capaz de fazer um mea-culpa?
De forma alguma levanto a possibilidade ou não da inocência do casal. Ninguém sabe ainda. Só depois da finalização das investigações. Mas se já estão encontrando erros em um laudo que não poderia ter erros, fica difícil ser imparcial...
Pai e madrasta matam e esquartejam dois meninos em Ribeirão Pires
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u442250.shtml
Eu gostaria de saber: qual é o papel do Conselho Tutelar e que profissionais são esses que devolvem para a família esses meninos?
Apesar de todos os registros de maus tratos existentes desde 2005, essa conselheira achou que "cumprir a lei", e não o bom senso, seria o melhor. Deu-se a tragédia. Quem vai devolver a vida desses garotos? A lei?
Mais uma vez, vemos estampado nos jornais o que a falta de educação e planejamento familiar provocam. Um país que não tem condições de educar seus cidadãos, de prover escola, emprego e dignidade vai ser refém da barbárie. Sempre.
Lamentável. O Estado não sabe mais o que fazer para esconder a tragédia social que nossas políticas públicas provocam. Um crime banal, ridículo e que PODERIA TER SIDO EVITADO.
Eu gostaria de saber: qual é o papel do Conselho Tutelar e que profissionais são esses que devolvem para a família esses meninos?
Apesar de todos os registros de maus tratos existentes desde 2005, essa conselheira achou que "cumprir a lei", e não o bom senso, seria o melhor. Deu-se a tragédia. Quem vai devolver a vida desses garotos? A lei?
Mais uma vez, vemos estampado nos jornais o que a falta de educação e planejamento familiar provocam. Um país que não tem condições de educar seus cidadãos, de prover escola, emprego e dignidade vai ser refém da barbárie. Sempre.
Lamentável. O Estado não sabe mais o que fazer para esconder a tragédia social que nossas políticas públicas provocam. Um crime banal, ridículo e que PODERIA TER SIDO EVITADO.
Marcadores:
Violência
A política que ignora o mérito
Reconhecemos a importância da política em nossas vidas e a necessidade de debatermos as coisas para alcançar o melhor para todos, mas é inegável que o jeito brasileiro de fazer essa política é estranho, sendo quase impossível não desconfiar das intenções parlamentares. Política deveria ser feita tomando como objetivo o bem público, nunca o privado. O desenvolvimento coletivo, não o pessoal.
Platão já sugerira 400 anos antes de Cristo que o governo deveria ser entregue nas mãos de filósofos. Num primeiro momento, pode parecer que o grego estaria puxando sardinha para sua classe, mas a coisa deveria ser por aí mesmo. Se quem nos dirige entendesse de humanidade e soubesse a lógica do funcionamento social, não haveria espaço para tanta bandalheira. Agora, em época de eleições municipais, o horário gratuito divulga o nível dos representantes que iremos colocar no poder.
Nossos representantes são o espelho da nossa sociedade sem educação, sem conhecimento, cultura e visão de futuro. Esses candidatos estão muito longe de serem filósofos ou coisa parecida. A política que os colocou lá é aquela mesma que conhecemos no ambiente de trabalho, nas comunidades que atuamos e em toda vida social brasileira. É aquela política que analisa em último caso o mérito pessoal. Eles não estão lá porque merecem ou porque tem competência para tal. Estão lá porque conhecem alguém que está no comando e conseguiram uma mãozinha pra subir (do jeito brasileiro) a montanha do poder. Essa montanha, para ser escalada, não precisa de estudo ou preparação. Não perca tempo com isso. Para escalar, faça os amigos certos.
Não é essa política que queremos.
Platão já sugerira 400 anos antes de Cristo que o governo deveria ser entregue nas mãos de filósofos. Num primeiro momento, pode parecer que o grego estaria puxando sardinha para sua classe, mas a coisa deveria ser por aí mesmo. Se quem nos dirige entendesse de humanidade e soubesse a lógica do funcionamento social, não haveria espaço para tanta bandalheira. Agora, em época de eleições municipais, o horário gratuito divulga o nível dos representantes que iremos colocar no poder.
Nossos representantes são o espelho da nossa sociedade sem educação, sem conhecimento, cultura e visão de futuro. Esses candidatos estão muito longe de serem filósofos ou coisa parecida. A política que os colocou lá é aquela mesma que conhecemos no ambiente de trabalho, nas comunidades que atuamos e em toda vida social brasileira. É aquela política que analisa em último caso o mérito pessoal. Eles não estão lá porque merecem ou porque tem competência para tal. Estão lá porque conhecem alguém que está no comando e conseguiram uma mãozinha pra subir (do jeito brasileiro) a montanha do poder. Essa montanha, para ser escalada, não precisa de estudo ou preparação. Não perca tempo com isso. Para escalar, faça os amigos certos.
Não é essa política que queremos.
Marcadores:
Política
História dos EUA (por Michael Moore)
Trecho do documentário "Tiros em Columbine" de Micahel Moore. Genial.
http://br.youtube.com/watch?v=wwdiRYNLnno
http://br.youtube.com/watch?v=wwdiRYNLnno
Assinar:
Postagens (Atom)



















